segunda-feira, outubro 28, 2013

Momento de Reflexão » Hábitos, Hábitos e Hábitos!


As relações humanas são baseadas em hábitos inabitáveis de um verdadeiro sentimento… de Alma. 
O que se sobrepõe vai do egoísmo da zona de conforto, ao apego sentimental de uma emoção que traduz tudo, menos a essência do que se sente, independentemente do que aconteça.
O estado de relação vai-se mantendo por medos, culpas, frustrações, comodismos, interesses e sem qualquer dúvida por ausência de si mesmo.
O que é o Amor?! 
Esse que tanto se procura… (no outro) e cujo encontro é temporário, não duradouro e tantas vezes irrecuperável. 
O amor não é um vai e vem cuja viagem não tem rumo! Este tem sido o bilhete dos relacionamentos humanos desde sempre, mas não para sempre. Afinal… Nada é para sempre. 
Habituamo-nos ao cheiro do outro, à voz do outro, à presença física do outro, à hora certa que o outro chega, ao sítio onde o outro se senta, come, ou deita… Sabemos que está ali e esquecemo-nos onde estamos. 
E no final, acabamos por amar o hábito do outro e não o que ele é de verdade.
E se termina, continuamos a procurar o mesmo no próximo relacionamento que tivermos.
E cai-se no cansaço que cria, nas cobranças que não tardam… E nos jogos de poder, onde a única recompensa é a derrota interna.
Mas a vida e o amor que podem existir não têm esta forma, têm o toque do pincel da Alma na tua tela já pintada, mas que decidiste tapar algures no teu tempo.
O amor sem rede, o amor sem dor, o amor entre tu e tu, com o outro, de coração aberto e preenchido que não procura no outro o seu preenchimento, mas antes, o doa sem saber do retorno, esse, a Alma já o tem.
O amor que vive o momento de verdade, sem correntes entre o passado e o futuro, o amor presente, o momento, vivido como é.
O Amor livre é aquele que é livre em si e livre com o outro.

Ama-te para poderes amar.

Gostar do outro não é gostar do que ele te possa dar de volta, mas, o que ele é.
Os relacionamentos não são jogos de brincar porque a vida não o é.
Os relacionamentos são encontros de Almas que se permitem viver essa experiência.
Perde o hábito que vestes todos os dias e permite-te ser apenas o que és.

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