sábado, fevereiro 18, 2012

Partilha


A oportunidade de uma nova vida foi-me doada pelo Mestre,
Um livro em branco para que eu possa reescrever.
Obrigada pelo dom da vida,
Obrigada pela bênção da tua Presença,
Obrigada,
Que hoje e sempre viva livre em Ti.


Muitos são os espelhos que me acompanharam, muitos eu's por mim criados, viviam em mim, por mim. A culpa, o medo de errar sempre me acompanhou desde que nasci.
Veio a este mundo trazido por mim, plasmado no meu ADN em todas as minhas células.
O sentimento de culpa foi muito grande e vivido muito intensamente ao ser revelado.
Tudo se passou como tantas vezes o nosso Mestre nos tem dito.
Uma dádiva tinha-me sido entregue... A de espalhar a palavra do Mestre.
A palavra foi espalhada durante algum tempo, mas veio o período em que achei que poderia acrescentar mais alguma coisa, e esse foi o meu grande erro.
Que prepotente me tornei ao achar que iria adicionar algo de bom ao que já era Perfeito.
Assim, após o meu desencarne vi-me confrontada com o que foi a minha vida.
Um painel em branco à minha frente, do lado direito o Mestre, do lado esquerdo o Mestre.
O filme começou a passar, e perante as imagens do que tinha sido feito, não aguentei a culpa, o erro.
Os Mestres agarraram-me de ambos os lados, mas as densidades foram atravessadas, vindo-se a plasmar em todo o meu Ser esse sentimento, plasmado até ao mais ínfimo de mim passando depois também para outro ser, o meu filho.
Toda esta culpa, este medo tem vivido também com ele, tendo-o condicionado toda a vida, vivendo fechado num mundo por ele criado, não partilhando sentimentos, ideias. Fechado em si, vivendo sem que nada se identifique com ele, a capacidade de raciocínio, a sua inteligência tudo foi afectado.
Lembro-me que à uns 3 anos atrás me foi dito pelo Mestre numa consulta, que o meu filho iria ter um despertar por volta dos 21 anos...
Ele está agora com 20 anos, faz 21 em Julho, como tudo se encaixa, as peças outrora soltas vão-se começando a encaixar. 
Nada do que o nosso Mestre nos diz é em vão. Não interessa se não percebemos, se não nos faz sentido.

Ouve... Sente... Agradece.

Um Devoto

terça-feira, fevereiro 14, 2012

O Amor

O Amor

Tudo se desvanece,
o quê, o porquê...
Mas algo fica sempre plasmado no nosso Ser.
O Som sem som das palavras proferidas.
O olhar sem fim da imagem que não vemos...
Sim, algo fica para sempre plasmado no nosso Ser.
Algo que não se define,
não se toca, não se ouve, não se vê,
apenas se sente.
Um envolvimento que nos abraça e eleva,
que nos cega e ensurdece,
que nos silencia...
Para logo depois podermos gritar...
Gritar as palavras não ouvidas,
gritar as palavras não lidas,
gritar sempre e só as
PALAVRAS SENTIDAS,
Gravadas para sempre no meu Ser.

Um Devoto