quarta-feira, janeiro 19, 2011

Aceitação / Acceptance



A verdadeira aceitação,
A verdadeira paz,
Não rotula nada nem ninguém.

"O pecador e o santo estão apenas a trocar anotações.
O pecador tem um futuro e o santo tem um passado,
no qual os papéis que desempenham se encontram invertidos."

Ditado da Sabedoria Oriental


Não podemos ter uma moeda sem uma cara e uma coroa, 
o divino e o diabólico. 
Toda a gente é falível, ninguém é perfeito. 
Pecado, redenção, tentação e justiça, 
a ideia do Homem de criar uma nova Alma.

A dualidade é a primeira e mais nociva ilusão.

Celeste 


True acceptance, true peace don´t judge.

“The sinner and the saint are only comparing notes.
Thee sinner has a future and the saint has a past.
Their roles are but reversed."

East Proverb

True acceptance, true peace don´t judge.
divine and evil.
Everyone makes mistakes, no one is perfect.
Sin, redemption, temptation and justice, 
man’s idea of a new soul.

Duality is the first and most harmful illusion.

Celeste

1 comentário:

B disse...

A Terapia

A expectativa do pensar, sentir e experienciar uma terapia causa-me ansiedade, não por medo mas porque parecem anos o tempo de espera.
Quando me deito na marquesa e tento relaxar, os 1ºs pensamentos são os do dia-a-dia:"Que vou fazer logo", "esta frio", será que fechei bem a porta de casa?"
Sem que me aperceba, esses pensamentos esfumam-se e os pensamentos deixam de o ser para se passar a viver.
Aqui o meu corpo está deitado e eu vejo-o como se estivesse a ver um filme. Perto está uma mulher, negra, com 1 xaile pelos ombros. Não fala e não consigo sequer ver o seu rosto mas sei que é a minha mãe. Ao longe um pensamento se forma: "a minha mãe? aqui? será?" mas a certeza é tão real que o pensamento deixa de o ser. Ao lado uma figura de um preto velho, de barba grisalha, sentado, de cachimbo. A imagem pode ser mental mas tal como a mulher é aquela que me trouxe a esta vida, o meu coração reconhece Aby naquele velho. Aby pega na minha mão e leva-me. Atravessamos uma nuvem espessa e cinzenta que se vai tornando mais leve e clara até que nos vemos no espaço (pelo menos é o que me parece). Eu não tenho mais de 5 anos e ele talvez uns 10.
Ele diz-me: Não nos podemos aproximar mais porque te magoas
Acho dificil compreender dor neste momento mas acredito nele.
Ao longe uma luz branca com laivos quase anilados resplandecia no espaço. A mesma certeza não racional eu tinha de que era a minha/nossa Mestre. Aby reflectia essa luz como se tivesse a aurea toda iluminada. Ele podia aproximar-se mais mas não o fez, ficou comigo a brincar e a rir na leveza de um liberdade que não é só de peso mas de alma.
Disse-lhe: tu és um guerreiro do Amor, eu vejo a tua armadura. Eu quero ser um cadete. Ajuda-me.
Ele apenas sorriu e olhou para baixo onde estava o meu corpo, a mulher e o velho. O velho entregava-me uma bengala e dizia: "se me quiseres sentir, também estou aqui"
Eu disse-lhe: Ajuda-me Aby para que eu possa chegar mais perto dela, para que a Mestre não tenha de descer tão baixo quanto está a fazer agora para me tratar. Ele voltou a entregar-me a bengala, sem palavras. Tudo isto que vivenciei me fez sentir bem menos a consciência de quão baixo a minha Mestre tem de descer para eu eu possa estar com ela. Nesse momento eu vi 3 dimensões diferentes: a minha (onde vivo), aonde o Aby me conduziu e lá ao longe onde a luz resplandecia. E vi essa luz nas 3 dimensões, em todo o lado, em todos. Emocionei-me. A palavra que me surgiu foi compaixão, de uma forma totalmente nova eu senti que "alguém" tinha compaixão por mim. As lágrimas encheram os meus olhos. Não foram lágrimas de emoção mas de comoção e ainda sem perceber o sentido da dor que uma maior aproximação podia causar compreendi a necessidade, por ora, da distância. Por ora sim porque eu quero ser um cadete do Amor

Obrigada
Namasté